Semana 08 Aulas 2 - Sistemas de Partículas e Centro de Massa:

Lista de Tópicos:

  1. Motivação.
  2. Separação do Movimento de um Sistema de Partículas.
  3. Definição do Centro de Massa e corolários.
  4. Como achar o centro de massa (Exemplos).
  5. Problemas elementares em sistemas de partículas.

Motivos para se estudar Sistemas de Partículas e Centro de Massa


A dinâmica Newtoniana é poderosa, mas se dedica a descrever fenômenos de objetos puntiformes. E o mundo real não possui essa limitação. O mundo é constituído de Sistemas com muitas partículas, ligadas rigidamente ou não.
Lidamos a pouco com o sistema de partículas mais simples que existe, 2 partículas que colidem. Outros sistemas mais complexos necessidam de novas abordagem. A abordagem mais eficiente diz respeito a separar o movimento dos sistemas de partículas em termos do movimento de um elemento representate do sistema e o comportamento da vizinhaça ao redor desse elemento.
O representante do sistema de partículas é denominado Centro de Massa (CM) que é o ponto no espaço que melhor representa o movimento COLETIVO do sistema de partículas, independende do movimento da vizinhaça. Para fins práticos neste curso, separaremos o movimento de TODOS os SISTEMAS de PARTÍCULAS em duas partes translação do Centro de Massa e Rotação ao redor do Centor de Massa.

Um vídeo para ilustrar o que estamos dizendo.

Essa ciência pode ser aplicada em diversas áreas do conhecimento e tem uma relação estreita com aplicações cotidianas.


Equilíbrio de Objetos
Drawing
Definição do Fator de Estabilidade de Veículos
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Colisões em jogos divertidos
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  • Cabe apenas uma resalva, em automobilismo, ciclística de motocicletas e outros sistemas automotivos, é comum usar o TERMO CENTRO de GRAVIDADE. Mas sempre que valer a aproximação de gravidade constante, o CM coincide com o Centro de Gravidade. Em problemas automotivos inclusive.

Definição formal do Centro de Massa:

É o ponto do espaço que represnta o movimento coletivo de um sistema de muitas partículas.
Definição de Centro de Massa.
Corolário 1: Podemos trocar o sistema de muitas partículas por uma partícula pontual cuja massa seja igual a Massa total do Sistema de Muitas Partículas. Paradigma: $$M_{cm}=m_1+m_2+\dots+ m_n=\sum_{i=1}^n m_i $$
Corolário 2: Toda força externa ao sistema estará bem representada se essa força for localizada no centro de massa do sistema.

Hipótese:

Pela segunda Lei de Newton.

$\vec{F}_{ext\;i}=m_i\;\vec{a}_i,$ então sobre o sistema, vale a soma das ações em cada uma das npartículas,

$$\vec{F}_{ext\;s}=\sum_{i=1}^n\;m_i\;\vec{a}_i$$

Essa soma vetoria, se for diferente de zero, deve gerar uma aceleração resultante sobre o sistema, ao se definir que essa aceleração multipliaca pela massa total do sistema $(M_{cm})$ é igual a soma das contribuições individuais teremos.

$\vec{F}_{ext\;s}=M_{cm}\vec{a}_{s}=\sum_{i=1}^n\;m_i\;\vec{a_i}$, por sua vez, $\vec{a_i}=\frac{d\vec{v}_i}{dt}=\frac{d^2\vec{r}_i}{dt^2}$;

Como as massas não variam com tempo, podemos incluir as massas dentro das derevadas temporais.

$\vec{F}_{ext\;s}=\frac{d^2\;M_{cm}\vec{r}_s}{dt^2}=\sum_{i=1}^n\;\frac{d^2\;m_{i}\vec{r}_i}{dt^2}$

Conclurímos que para nossas afirmações serem verdadeiras,

$$M_{cm}\vec{r}_s=\sum_{i=1}^n\;m_{i}\vec{r}_i$$

Então dizemos que a represnta o sistema, é $\vec{r}_s=\vec{r}_{cm}$

$$\vec{r}_{cm}=\frac{\sum_{i=1}^n\;m_{i}\vec{r}_i}{M_{cm}}$$
Definição da Posição do Centro de Massa.

A hipótese só se torna verdadeira, para um formato específico de $\vec{r}_s$, que chamamos de posição do centro de massa.

Em termos de de coordenadas, cartesianas fica,

$$x_{cm}=\frac{\sum_{i=1}^n\;m_{i}\;x_i}{M_{cm}}\quad |\quad y_{cm}=\frac{\sum_{i=1}^n\;m_{i}\;y_i}{M_{cm}}$$

Propriedades do movimento do Centro de Massa.:

  • Centro de Massa é um ponto então tudo que foi estudado para o ponto, dinâmica e cinemática se aplica ao movimento do CM ( Viva!!!! .\(ᵔᵕᵔ)/).
  • Em particular, o movimento do CM só pode variar na presença de forças externas. Ou seja, para um sistema isolado, $\frac{d\vec{P}_{cm}}{dt}=0\;\Rightarrow\; \vec{P}_{cm}=constante$

Corolários:

  • Um sistema isolado, a velocidade do CM não varia. Pois se $\vec{P}_{cm}=M_{cm}\;v_{cm}=constante$, então, $v_{cm}=constante$
  • Um sistema isolado, a Energia Cinética do CM não varia. Pois se $v_{cm}=constante$, então, $K_{cm}=\frac{1}{2}\;M_{cm}\;v^2_{cm}= constante$.

Isso tem uma relação inegável com colisões, afinal colisões são modeladas como sistemas isolados.

Conceito \ Tipo de Colisão
Elástica
Parcialmente
Inelástica
Inelástica
Energia Geral
Conserva
Conserva
Conserva
Energia Mecânica
Conserva
Perde Parte
Perde o máximo possível
Momento Linear
Conserva
Conserva
Conserva
Energia Mecânica do Centro de Massa
Conserva
Conserva
Conserva

Em qualquer tipo de colisão a Energia do Centro de Massa será conservada!! Vamos reinterpretar nossas colisões.

Comparando os Referenciais em uma colisão.

Referencial do Laboratório
Nesse referencial, tudo ocorre sem discriminação explicita, mas podemos reinterpretar os resultados a luz do que sabemos sobre o comportamento do CM.
Referencial do centro de massa
O centro de massa não é capaz de detectar o próprio movimento, portanto qualquer efeito que dependa da velocidade terá de sí subtraido a velocidade do centro de massa. Isso é particularmente interessante para detectar energias, pois no referencial do CM, a energia do próprio CM não é detectada, qualquer que seja a colisão. Então tudo que será revelado, diz respeito explicitamente a vizinhança do CM.

Colisões Inelásticas Unidimensionais:

Consederemos 2 corpos de massa $m_1$ e $m_2$, com velocidades iniciais $v_1$ e $v_2$ conhecidas, nesse caso tanto faz se as partículas vão ao encontro uma da outra (colisão frontal) ou uma se aproxima por trás da outra (colisão traseira). Fato é que eles colidem e o máximo de energia é perdida.

Drawing

Com qual velocidade do conjunto $v_{c}$, após a colisão? Qual a Energia que resta após a colisão?

Resposta: Então a velocidade do conjunto, após a colisão, será:

$$v_{c}=\frac{m_1\;v_{1a}+m_2\;v_{2a}}{m_1+m_2}=v_{cm}$$
Trata-se da Velocidade do Centro de Massa, ao longo de uma direção.

Prova:

Como $\vec{r}_{cm}=\frac{\sum_{i=1}^2\;m_{i}\vec{r}_i}{M_{cm}}$, derivando no tempo,

$$\vec{v}_{cm}=\frac{m_1\;\vec{v}_{1a}+m_2\;\vec{v}_{2a}}{M_{cm}}$$

Imediatamente também encontramos que, $\vec{P}_{Sis}=m_1\;\vec{v}_{1a}+m_2\;\vec{v}_{2a}=M_{cm}\;\vec{v}_{cm}=\vec{P}_{cm}$

Resposta: A energia restante após a colisão, será:

$$K_{sd}=\frac{P_{Sis}^2}{2(m_1+m_2)}=K_{cm}=\frac{P_{cm}^2}{2(m_1+m_2)} $$
Certamente essa será a energia cinética do centro de massa, pois apenas ela se conserva sempre.

Prova:

Comecemos com a energia cinética no sentido mais direto, $K_{cm}=\frac{1}{2}\;M_{cm}\;v^2_{cm}$, vamos substituir a velocidade do CM e a massa do CM, $v_{cm}=\frac{m_1\;v_{1a}+m_2\;v_{2a}}{m_1+m_2}$ e $M_{cm}=m_1+m_2$,

$$K_{cm}=\frac{1}{2}\;(m_1+m_2)\;\frac{(m_1\;v_{1a}+m_2\;v_{2a})^2}{(m_1+m_2)^2}=\frac{1}{2}\;\frac{P_{cm}^2}{m_1+m_2}$$
Como queríamos demonstrar!

Reescrevendo o problema no referencial do Centro de Massa:

Comecemos por definir as velocidades dos objetos antes da colisão vistos no referencialdo centro de massa.

$$u_1=v_1-v_{cm}\quad e \quad u_2=v_2-v_{cm}$$

Agora reescrevemos todos os resultados em termos de $u_i$ e depois substituimos $v_i$ para ver o que ocorre.

Velocida do conjunto:

$$v_{c}=\frac{m_1\;u_{1a}+m_2\;u_{2a}}{m_1+m_2}=\frac{m_1\;(v_1-v_{cm})+m_2\;(v_2-v_{cm})}{m_1+m_2}\Rightarrow$$$$v_{c}=\frac{m_1\;v_1+m_2\;v_2}{m_1+m_2}-v_{cm}=0$$
Como foi dito, a velocidade do CM em relação a ele próprio é ZERO.

Por extensão, $P_{Sis}=P_{cm}=0$, no referencial do Centro de Massa. E lembrando, essa quantidade é constante, antes e depois da colisão.

A Energia Restante após a colisão:

Também sai imediatamente,

$$K_{Sis a}=K_{cm}=0$$

.

Como foi dito, no referencial do CM a energia cinética do próprio CM não pode ser detectada.

Até aqui só aconteceram coisas praticamente óbvias, onde está a vantagem então?

Resposta: Podemos saber qual valor de energia disponível para ser perdida facilmente e antes da colisão. Afinal a Energia Cinética do CM não é detectável no referencial do CM.

Demonstração:

Vamos simplesmente calcular a Energia Cinética antes da colisão, qualquer tipo de colisão, isso não é importante no momento. Mas vamos fazer essa conta no referencial do CM.

$K_{S\;a}=K_1+K_2$, e $K_1=\frac{1}{2}\;m_1\;u_1^2=\frac{1}{2}\;m_1\;(v_1-v_{cv})^2$, desenvolvendo o produto notável,

$K_1=\frac{1}{2}\;m_1\;v_1^2-m_1\;v_1\;v_{cm}+\frac{1}{2}\;m_1\;v_{cm}^2$, o mesmo vale para a partícula 2, basta trocar o índice 1 por 2 nesse ultimo resultado.

Somando as energias sinéticas,

$$K_{S\;a}=$$$$\frac{1}{2}\;m_1\;v_1^2-m_1\;v_1\;v_{cm}+\frac{1}{2}\;m_1\;v_{cm}^2+\frac{1}{2}\;m_2\;v_2^2-m_2\;v_2\;v_{cm}+\frac{1}{2}\;m_2\;v_{cm}^2$$

Como $M_{cm}=m_1+m_2$,

$$K_{S\;a}= \frac{1}{2}\;m_1\;v_1^2+\frac{1}{2}\;m_2\;v_2^2-(m_1\;v_1+m_2\;v_2)\;v_{cm}\frac{M_{cm}}{M_{cm}}+\frac{1}{2}\;M_{cm}\;v_{cm}^2$$$$K_{S\;a}=\frac{1}{2}\;m_1\;v_1^2+\frac{1}{2}\;m_2\;v_2^2-\frac{1}{2}\;M_{cm}\;v_{cm}^2$$

Ok isso era esperado, mas não é o que queremos, vamos usar o valor de $v_{cm}$.

$$K_{S\;a}=\frac{1}{2}\;m_1\;v_1^2+\frac{1}{2}\;m_2\;v_2^2-\frac{1}{2}\;M_{cm}\;\frac{(m_1\;v_1+m_2\;v_2)^2}{M_{cm}^2}$$

$$K_{S\;a}=\frac{1}{2}\;m_1\;v_1^2+\frac{1}{2}\;m_2\;v_2^2-\frac{1}{2}\;\frac{(m_1^2\;v_1^2+2\;m_1\;m2\;v_1\;v2+m_2^2\;v_2^2)}{M_{cm}}$$

Reorganizando:

$$K_{S\;a}=\frac{1}{2}\;m_1\;v_1^2\;(1-\frac{m_1}{m_1+m_2})+\frac{1}{2}\;m_2\;v_2^2\;(1-\frac{m_2}{m_1+m_2})-\frac{m_1\;m_2}{m_1+m_2}\;v_1\;v_2$$

Note, $(1-\frac{m_1}{m_1+m_2})=\frac{m_2}{m_1+m_2}$ e $(1-\frac{m_2}{m_1+m_2})=\frac{m_1}{m_1+m_2}$

Assim,

$$K_{S\;a}=\frac{1}{2}\frac{\;m_1\;m_2}{m_1+m_2}\;(v_1^2+v_2^2)-\frac{\;m_1\;m_2}{m_1+m_2}\;v_1\;v_2$$

O termo $\frac{\;m_1\;m_2}{m_1+m_2}=m_R$, chamado de massa reduzida do sistema.

$$K_{S\;a}=\frac{1}{2}m_R\;(v_1^2-2\;v_1\;v_2+v_2^2)=\frac{1}{2}m_R\;(v_1-v_2)^2$$

A quantidade $v_R=v_1-v_2$ é a Velocidade Relativa entre os corpos, como ela vai ao quadrado, tanto faz a ordem, pois o sinal é neutralizado ao se elevar ao quadrado.

Além disso, a velocidade relativa é conservada sob a mudança de sistemas de coordenadas.

Veja como exemplo, a velocidade relativa das partículas no referencial do CM.

$u_1-u_2=(v_1-v_{cm})-(v_2-v_{cm})=v_1-v_2$

Resposta: A Energia disponível no sistema é

$$K_{S\;a}=\frac{1}{2}m_R\;v_R^2\quad,$$
Onde $m_R$ é a Massa Reduzida do sistema e $v_R$ é a Velocidade Relativa das partículas antes da colisão. Esse resultado é independente do referencial, portanto é um resultado muito abrangente.
Como no referencial do CM, a energia do CM não é detectada, essa também é a energia da vizinhança do centro de massa antes da colisão. Essa Energia pode ser conservada (Colisão elástica), pode ser totalmente perdida (Colisão Perfeitamente Inelástica) ou pode ser perdida em parte (colisão parcialmente inelástica).

Repensando a Energia Depois da Colisão em termos da Energia Disponível:

Vamos definir um fator multiplicativo $C_R$, chamado de coeficiente de restituição. $C_R=1$ para colisões elástica, $C_R=0$ para colisões perfeitamente inelásticas e se estiver entre esses valores, teremos uma colisão parcialmente inelástica.

$$K_{S\;d}=C_R^2\;K_{S\;a}$$
A escolha de $C_R^2$ não é por acaso, ocorre que dessa forma, é possível estabelecer uma relação diretamente com as velocidade relativas. Antes e depois da colisão.
$$C_R=\frac{|V_{R\;d}|}{|V_{R\;a}|}$$
Conceito \ Tipo de Colisão
Elástica
Parcialmente
Inelástica
Inelástica
Energia Geral
Conserva
Conserva
Conserva
Energia Mecânica
Conserva
Perde Parte
Perde o máximo possível
Momento Linear
Conserva
Conserva
Conserva
Energia Mecânica do Centro de Massa
Conserva
Conserva
Conserva
Coeficiente de Restituição
$C_R=1$
$1>C_R>0$
$C_R=0$

Exemplo 1 - Atravessando um balístico:

Durante um teste de arma de fogo, um projétil de 15g é disparado contra um pêndulo balístico de massa igual a 2kg. O projétil atravessa o pêndulo que sobe até a altura de 15cm. Foi possível determinar a velocidade com que o projétil saiu do pêndulo, algo muito próximo de 100m/s. a) Determine a energia mecânica do bloco após a colisão. b) Determine a velocidade com que o projétil sai da arma. c) Determine o coeficiente de restituição do problema. d) Determine a energia que foi perdida. Despreze a perda de massa do pêndulo balístico e despreze a elevação do pêndulo durante o tempo que a bala o atravessa.

Fonte dos dados: .45 ACP Militares FMJ 15 g (230 gr) 261 m/s (855 pés/s) 506 J (373 ft.lb)

Soluções:

In [22]:
# O que sabemos:

m1=15/1000. #Massa do projétil em kg.
m2=2 # Massa do pêndulo em kg.
h = 15/100. # Altura que o pêndulo sobe em m. 
v1d=100 # Velocidade do projétil ao emergir do bloco.
g=10 # Aceleração da gravidade.

Em a) Desejamos saber:

A Energia do Bloco após a colisão = $K_i$ =?.

Situação: Claramente estamos com um problema de colisão parcialmente inelástica. E um problema de pêndulo balístico.

Esse problema é separável em 2 etapas, a etapa de energia está relacionada ao movimento de subida do bloco.

Pelo Princípio da Conservação da Energia Mecânica:

$$\Delta E_s=\Delta K+\Delta U=0 \Rightarrow \Delta K=-\Delta U $$

Nesse problema $K_f=0$, pois a velocidade do bloco é momentaneamente zero no ponto mais elevado da trajetória. E podemos estabelecer a referência da energia potencial no ponto mais baixo da trajetória.

Logo, $K_i=m_{2}\;g\;h$

In [30]:
Ki=(m2*g*h)
print('Resposta:\n Energia mecânica do Bloco após a colisão:', np.round(Ki,2),' J')
Resposta:
 Energia mecânica do Bloco após a colisão: 3.0  J

Em b) Desejamos saber: A velocidade da bala antes da colisão = $v_{1a}$ = ?

Usando Conservação do Momento

$$m_1\;v_{1a}=m_1\;v_{1d}+m_2\;v_{2d}\;\Rightarrow\; v_{1a}=v_{1d}+\frac{m_2}{m_1}\;v_{2d}$$

Usando Conservação da Energia só na parte em que o bloco sobe,

$$\frac{1}{2}\;m_2\;v_{2d}^2=m_2\;g\;h \;\Rightarrow\; v_{2d}= \sqrt{2\;g\;h}$$

Substitituindo,

$$v_{1a}=v_{1d}+\frac{m_2}{m_1}\;v_{2d}=v_{1d}+\frac{m_2}{m_1}\;\sqrt{2\;g\;h}$$

Usando os valores numéricos teremos,

In [47]:
v1a=(v1d+m2/m1*np.sqrt(g*h))
print('Resposta:\n Velocidade na saída do cano da arma:', np.round(v1a,2),' m/s')
print('Resposta:\n Valor do fabricante: 261 m/s')
Resposta:
 Velocidade na saída do cano da arma: 263.3  m/s
Resposta:
 Valor do fabricante: 261 m/s
In [46]:
#Bônus
Esa=15*v1a**2/2000
print('Resposta:\n Energia cinética do projétil ao sair da arma:', np.round(Esa,2),' J')
print('Resposta:\n Valor do fabricante: 506 J')
Resposta:
 Energia cinética do projétil ao sair da arma: 519.95  J
Resposta:
 Valor do fabricante: 506 J

Em c) Desejamos saber: O coeficiente de restituição = $C_{R}$ = ?

Usando a definição de $C_R$ em termos de velocidade relativas

$$C_R=\frac{|V_{R\;d}|}{|V_{R\;a}|}$$

Substitituindo,

$$C_R=\frac{|v_{1d}-v_{1d}-\frac{m_2}{m_1}\;\sqrt{2\;g\;h}|}{|v_{1a}|}=\frac{1}{v_{1a}}\frac{m_2}{m_1}\;\sqrt{2\;g\;h}$$

Usando os valores numéricos teremos,

In [35]:
CR=np.sqrt(g*h)*m2/(m1*v1a)
print('Resposta:\n Coeficiente de Restituição:', np.round(CR,2))
Resposta:
 Coeficiente de Restituição: 0.62

Em d) Desejamos:

A Energia Energia perdida = $K_p$ = ?.

A energia perdida, é a diferença entre a energia disponível e a energia que sobra após a colisão. Isso é mais facil de calcular no referencial do CM. $K_p=K_{S\;a}-K_{S\;d}$.

A energia disponível é $K_{S\;a}=\frac{1}{2}m_R\;V_R^2$ , que é a energia calculada antes da colisão no referencial do CM.

Energia mecânica depois da colisão no referencial do CM.

$$K_{S\;d}=C_R^2\;K_{S\;a}=\frac{C_R^2}{2}m_R\;V_R^2$$

Juntando as informaçõe acima e o que já encontramos nos outros itens,

$$K_{p}=\frac{(1-C_R^2)}{2}\;\frac{m_1\;m_2}{m_1+m_2}\;v_{1a}^2$$
In [52]:
Ksd=(0.5*(1-CR**2))*(m1*m2/(m1+m2))*v1a**2
print('Resposta:\n Energia Perdida :', np.round(Ksd,2),' J')
Resposta:
 Energia Perdida : 317.57  J

A Energia Perdida, assim como a Velocidade Relativa, é independente de estar ou não no referencial do CM.

$K_p=K_{S\;a}-K_{S\;d}=(K_{S\;a}+K_{cm})-(K_{S\;d}+K_{cm})=K'_{S\;a}-K'_{S\;d}$

Onde os $K$' se referem as energias cinéticas no referencial do laboratório.

Continuamos com cálculo do CM e sistemas de partículas na próxima aula!

Obrigado a todos pela presença:

In [ ]: